Sete grupos armados etíopes formaram uma nova aliança com o objetivo declarado de retirar do poder o Governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed e estabelecer uma administração de transição.
A chamada Aliança das Forças Populares Etíopes pela Sobrevivência reúne organizações de diferentes regiões do país, entre elas a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF), as milícias Fano da região de Amhara e o Exército de Libertação Oromo (OLA). Algumas destas forças foram adversárias durante a guerra civil de Tigray, entre 2020 e 2022. Reuters
A situação agravou-se nas últimas horas. Forças ligadas ao TPLF assumiram o controlo de três aeroportos na região de Tigray, incluindo o de Mekelle, e registaram-se confrontos com forças federais nas regiões vizinhas de Afar e Amhara. A ofensiva levou também à suspensão de voos para a região. UOL Notícias
Esta quinta-feira, representantes do TPLF disseram à AFP que a região está novamente numa situação de “guerra em grande escala” com o Governo federal. As duas partes acusam-se mutuamente de terem desencadeado a nova escalada militar. AFP
A nova aliança representa uma mudança significativa porque reúne movimentos que, no passado, chegaram a combater entre si. O objetivo comum é agora contestar o poder central em Adis Abeba, embora persistam diferenças políticas e territoriais entre os vários grupos. Reuters
A crise reacende o receio de uma repetição da guerra de Tigray, que terminou com o acordo de paz de Pretória, em novembro de 2022. Segundo estimativas da União Africana, esse conflito provocou mais de 600 mil mortos. AFP
As Nações Unidas já manifestaram preocupação com o agravamento da segurança no país e com a formação da nova coligação, numa altura em que também se registam ataques e confrontos noutras regiões da Etiópia. Europa Press
Fontes: Reuters, Associated Press, AFP, Al Jazeera e Nações Unidas. Reuters
A imagem que gerei fica com o título curto “Grupos armados declaram guerra”, enquanto o título da notícia é mais completo, como combinámos.
