A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, apelou aos portugueses para reduzirem o consumo de combustíveis, numa altura em que a instabilidade internacional tem contribuído para a subida dos preços.
Entre as sugestões apresentadas pela governante estão partilhar boleias, utilizar transportes públicos sempre que possível e reduzir a velocidade de circulação, medidas que podem contribuir para diminuir o consumo de combustível.
As declarações foram feitas esta quarta-feira, em Almada. Maria da Graça Carvalho reconheceu que existem deslocações indispensáveis, mas defendeu que, perante a atual conjuntura, deve existir uma maior preocupação em evitar consumos que não sejam necessários.
A ministra garantiu, contudo, que Portugal mantém reservas de combustível consideradas seguras. Segundo os dados apresentados, o país dispõe atualmente de cerca de 92 dias de reservas de combustíveis líquidos, acima dos 90 dias recomendados.
Maria da Graça Carvalho explicou que Portugal tem uma rede diversificada de fornecedores, apontando o Brasil, a Nigéria, a Argélia e os Estados Unidos entre os principais mercados de abastecimento.
A governante defendeu ainda uma redução progressiva da dependência dos combustíveis fósseis. O Governo pretende reduzir essa dependência e aumentar a eletrificação e a utilização de fontes renováveis, tendo como referência uma redução para 50% até 2034.
O apelo surge num contexto de forte instabilidade nos mercados energéticos internacionais. Em França, alguns postos de abastecimento registaram problemas de disponibilidade, enquanto as autoridades portuguesas dizem não existir, para já, motivos para alarme relativamente ao abastecimento nacional.
Fontes: SIC Notícias, Lusa, Diário de Notícias, Renascença e Observador.
