Taxas Euribor sobem nos três prazos e pressionam crédito à habitação

As taxas Euribor voltaram a subir esta sexta-feira nos prazos de três, seis e 12 meses, aumentando a pressão sobre as famílias com crédito à habitação a taxa variável.

A Euribor a seis meses, atualmente o principal indexante dos empréstimos à habitação com taxa variável em Portugal, subiu para 3,058%, mais 0,015 pontos percentuais do que na sessão anterior. Este prazo representa cerca de 40,3% do stock de crédito à habitação própria permanente a taxa variável.

Também a Euribor a 12 meses avançou para 3,323%, uma subida de 0,020 pontos, enquanto a taxa a três meses aumentou para 2,598%, mais 0,009 pontos.

Prestações já estão a aumentar

A subida das taxas está a refletir-se diretamente nas prestações dos contratos que estão a ser revistos. Para um crédito de 150 mil euros, a 30 anos e com spread de 1%, os cálculos divulgados pelo ECO apontam para aumentos que podem variar entre cerca de 25 e 91 euros por mês, dependendo do indexante utilizado.

No caso da Euribor a 12 meses, a prestação simulada passa para cerca de 737 euros, enquanto num contrato indexado a seis meses ronda os 709 euros. Na Euribor a três meses, a prestação fica próxima dos 685 euros.

A evolução recente contrasta com o período de descidas registado anteriormente e está a aumentar a preocupação entre os titulares de empréstimos a taxa variável. A Euribor média de setembro subiu significativamente nos três principais prazos, sendo que a média a 12 meses ultrapassou novamente os 3%.

O contexto internacional e a evolução da inflação continuam a pesar nas expectativas para as taxas de juro. O Banco Central Europeu aumentou em setembro as suas taxas diretoras em 25 pontos base, para uma taxa de referência de 2,5%, e a próxima reunião de política monetária está marcada para 28 e 29 de outubro.

Para quem tem crédito à habitação indexado à Euribor, a subida significa que as próximas revisões poderão trazer prestações mais elevadas, embora o impacto concreto dependa do capital em dívida, prazo, spread e indexante contratados.

Fontes: RTP/Lusa, Banco de Portugal e ECO.

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