A CGTP e a UGT defendem que o salário mínimo nacional ultrapasse os 970 euros em 2027, valor que está atualmente previsto no acordo de valorização salarial e crescimento económico celebrado na Concertação Social.
A posição das duas centrais sindicais foi reafirmada esta semana, num momento em que a discussão sobre os salários para o próximo ano regressa à agenda da Concertação Social.
A UGT considera que existem condições para ir além dos 970 euros e tem defendido que a retribuição mínima possa chegar aos 1.000 euros em 2027. A central sindical argumenta que a evolução da economia e dos preços justifica uma atualização superior à inicialmente acordada.
Já a CGTP tem defendido uma subida mais significativa. A central sindical propõe que o salário mínimo atinja os 1.100 euros em janeiro de 2027 e reivindica ainda um aumento geral dos salários de 15%, com um mínimo de 150 euros.
O acordo atualmente em vigor prevê que o salário mínimo passe dos 920 euros em 2026 para 970 euros em 2027, antes de atingir os 1.020 euros em 2028.
A discussão coloca em lados diferentes sindicatos e organizações patronais. As centrais sindicais defendem uma revisão em alta dos valores acordados, enquanto representantes empresariais têm questionado a necessidade de alterar o compromisso estabelecido para 2027.
A decisão terá de resultar de um processo de negociação entre Governo, sindicatos e confederações empresariais no âmbito da Concertação Social.
On+ Radio | 24 de setembro de 2026
