Washington pressiona Europa para libertar reservas de combustíveis

Washington está a pressionar os países europeus para colocarem no mercado parte das suas reservas estratégicas de gasóleo, numa tentativa de aliviar a forte subida dos preços dos combustíveis.

A administração norte-americana pediu em particular a França e Alemanha que libertem reservas de emergência. Segundo fontes citadas pela Reuters, os Estados Unidos pretendem que a Europa disponibilize cerca de 120 milhões de barris de gasóleo ao longo de seis meses.

A pressão surge num contexto de forte tensão no mercado mundial de combustíveis. A redução da oferta proveniente de várias regiões, as dificuldades no abastecimento e a suspensão de exportações de produtos refinados pela China estão a aumentar a pressão sobre o preço do gasóleo.

Washington chegou a admitir a possibilidade de restringir as exportações norte-americanas de gasóleo caso os preços internos continuem elevados. A Casa Branca considera que uma maior disponibilização das reservas europeias poderia aumentar a oferta internacional e contribuir para travar os preços.

A União Europeia está, entretanto, a discutir uma resposta coordenada. A França apresentou uma proposta para libertar reservas, enquanto Bruxelas admite que uma nova utilização dos stocks estratégicos é uma possibilidade.

A decisão coloca os governos europeus perante um dilema: libertar reservas pode ajudar a aliviar a pressão imediata sobre os preços, mas reduz a margem de segurança disponível perante uma eventual nova interrupção do abastecimento. Os países da UE estão obrigados a manter reservas equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas ou 61 dias de consumo interno, consoante o valor que for maior.

A questão está a ser discutida entre os Estados-membros e a Comissão Europeia, numa altura em que o preço dos combustíveis se tornou uma preocupação crescente para consumidores, transportes, agricultura e indústria.

Fontes: Reuters, RTP, Comissão Europeia/Euronews e Departamento de Energia dos EUA.

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