Regresso às aulas começa com milhares de alunos ainda sem todos os professores

Ensino básico arrancou com cerca de 2.500 horários docentes por preencher

O novo ano letivo arrancou em Portugal com mais de um milhão de alunos a regressar às escolas, mas a falta de professores continua a marcar o início das aulas, sobretudo na Grande Lisboa e na Península de Setúbal.

Segundo os dados mais recentes apresentados pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, permanecem por preencher cerca de 1.250 horários completos, aos quais se junta um número semelhante de horários incompletos. No total, serão aproximadamente 2.500 horários ainda por ocupar.

A situação afeta particularmente o ensino básico, numa altura em que as escolas já iniciaram as atividades letivas. O ministro reconhece que algumas regiões continuam a enfrentar dificuldades significativas para garantir todos os docentes necessários.

Grande Lisboa e Setúbal são as zonas mais afetadas

De acordo com o Governo, cerca de metade das necessidades de professores concentra-se na Grande Lisboa e na Península de Setúbal. O Ministério da Educação considera, contudo, que a situação tem vindo a melhorar com as sucessivas colocações de docentes.

Antes do início das aulas, a Fenprof tinha denunciado a existência de 2.650 horários por preencher, alertando para o risco de milhares de alunos começarem o ano letivo sem todos os professores.

O problema é particularmente sensível no 1.º ciclo do ensino básico, um dos grupos de recrutamento que tem registado maiores dificuldades de colocação de professores nos últimos anos.

Governo promete continuar a reforçar escolas

O ministro da Educação garante que as medidas adotadas estão a produzir resultados, mas admite que a resolução do problema vai demorar algum tempo, especialmente nas regiões onde a falta de docentes é mais acentuada.

Entretanto, o Governo prepara também um novo modelo de autonomia das escolas, que deverá atribuir mais competências aos diretores na gestão dos estabelecimentos de ensino.

O ano letivo começa assim com milhares de alunos já nas salas de aula, mas com algumas escolas ainda à procura dos professores necessários para completar os seus horários.

A situação deverá continuar a ser acompanhada nas próximas semanas, à medida que forem realizadas novas colocações de docentes.

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